Estado mínimo em um país sem o mínimo de Estado

Por: José Antonio Lima – Carta Capital –  02/09/2015 às 01h40

A discussão que importa é a da qualidade dos serviços públicos, mas ela é amplamente ignorada

A reforma administrativa anunciada pelo governo na semana passada, com corte de dez ministérios e mil cargos de confiança, é reflexo de um dos vários debates tolos travados no Brasil. Pressionada por uma crise econômica e política, Dilma Rousseff fez um anúncio para contemplar os críticos que desejam ver o Estado menor, sem tratar da questão mais importante: a qualidade do serviço público. Falta ao anúncio do governo, assim como ao debate público que o ensejou, profundidade.

O corte de ministérios tem um lado positivo. Ele reduzirá marginalmente o reparte aos partidos aliados e pode contribuir para a superação do desgastado presidencialismo de coalizão brasileiro. Descontada essa vantagem, a reforma serve apenas para tentar acalentar quem vê o Brasil abatido por um suposto “inchaço da máquina pública” e advoga a redução do Estado a despeito de vivermos em um país no qual a ausência deste é tão grave quanto sua ineficiência.  Continuar lendo

Por que o sistema de educação da Finlândia é tão reverenciado

Por: Paulo Nogueira – Diário do Centro do Mundo – 05/04/2014

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Saiu há pouco tempo um levantamento sobre educação no mundo feito pela editora britânica que publica a revista Economist, a Pearson.

É um comparativo no qual foram incluídos países com dados confiáveis suficientes para que se pudesse fazer o estudo.

Você pode adivinhar em que lugar o Brasil ficou. Seria rebaixado, caso fosse um campeonato de futebol. Disputou a última colocação com o México e a Indonésia.

Surpresa? Dificilmente. Continuar lendo

Finlândia pretende pagar um salário mínimo a todos os seus habitantes

Por: Redação – Pragmatismo Político – 26/08/2015 às 10:17

O que você diria se o presidente de seu país anunciasse que a partir de hoje cada cidadão – trabalhando ou não – receberá um salário mínimo? Entenda por que essa medida pode se tornar, em breve, uma realidade na Finlândia.

Finlândia: Com o desemprego em 10%, alguns analistas avaliam que jovens poderão perder a motivação a procurar emprego. O primeiro ministro, Juha Sipila, diz que a medida simplificará o sistema de seguridade social do país

Finlândia: Com o desemprego em 10%, alguns analistas avaliam que jovens poderão perder a motivação a procurar emprego. O primeiro ministro, Juha Sipila, diz que a medida simplificará o sistema de seguridade social do país.

O que você diria se o presidente de seu país anunciasse que a partir de hoje cada cidadão – trabalhando ou não – receberá uma renda básica?

Isso parece um sonho, mas pode se tornar realidade em breve na Finlândia, onde o governo avalia implementar em curto prazo um projeto piloto que estabeleceria o pagamento de um salário básico a seus habitantes, independentemente da situação de trabalho. Continuar lendo

“Se alguém não paga os impostos, é um insulto para todos”

Por:  (texto) e (fotografia) Público – 23/08/2015 – de Portugal

Karina Kim Elgaard, investigadora de direito fiscal na Universidade de Copenhaga, diz que sociedade dinamarquesa é pouco tolerante para com quem tenta contornar as regras.

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O que é que faz com que a Dinamarca seja vista como um país de “contribuintes felizes”?

Karina Kim Elgaard: Muitos contribuintes não verificam as declarações fiscais porque confiam na administração tributária e na informação automática. Embora sendo um sistema complexo, é compreendido pelos contribuintes. É um círculo virtuoso. É um sistema fiscal onde é fácil as pessoas perceberem para onde vai o dinheiro dos impostos. As pessoas pensam: “Pagamos taxas muito altas e muitos impostos, mas, directa ou indirectamente, temos todos estes benefícios: hospitais grátis, apoios sociais, boas escolas”. O sistema social funciona bem. É claro que encontramos pessoas que consideram que há quem “abuse” do Estado social, mas são situações muito pontuais. Continuar lendo

Na Suécia, saúde significa bem-estar social

Por: Lúcio Antônio Prado Dias – Infonet – 07/08/2010 às 08:21

Todo sueco tem o direito de ser tratado de acordo com a ciência atual e a experiência comprovada.

Partindo dos trabalhos do economista e sociólogo Gunnar Myrdal, um sueco que em 1974 ganhou o Prêmio Nobel de Ciência Econômica e que, na década de 30 promoveu a estruturação do modelo de saúde naquele país europeu, adotado inclusive por outros países nórdicos, o homem foi colocado no centro das atenções gerais, onde todo indivíduo tem direito, de forma igualitária, do rei ao capelão, a um conjunto de bens e serviços cujo fornecimento é garantido, direta ou indiretamente, pelo estado, como uma educação plena em todos os níveis, a garantia de uma renda mínima (não simplesmente a um salário mínimo), aposentadoria integral, auxilio desemprego, recursos adicionais para a criação de filhos e assistência médica e odontológica, onde o lema é ‘Todo sueco tem o direito de ser tratado de acordo com a ciência atual e a experiência comprovada”. Arrepiante, não? Continuar lendo

Suécia é o melhor país para se envelhecer; Brasil ocupa 31ª posição

Por: Veja – 02/10/2013 às 20:52

Estudo respaldado pelas Nações Unidas indicou que suecos, noruegueses e alemães são os mais bem preparados para lidar com desafios da velhice

Um estudo idealizado pelo Índice Global de Vigilância Etária, e respaldado pela ONU, indicou que a Suécia é o melhor país para se envelhecer. Os resultados divulgados nesta semana apontam que os suecos, seguidos de noruegueses e alemães, são os mais amparados para lidar com os desafios de uma população em processo de envelhecimento. O Brasil ficou com a 31ª posição, atrás dos vizinhos Chile (19º) e Uruguai (23º). O Afeganistão ficou na última colocação. Continuar lendo

Como vive uma faxineira na Suécia

Por: Claudia Wallin – Diário do Centro do Mundo – 03/06/2015

A faxineira Beata e seu BMW 325 conversível

A faxineira Beata e seu BMW 325 conversível

Por Claudia Wallin, de Estocolmo. Claudia é autora de Um país sem excelências e mordomias, no qual retrata a vida pública na Suécia.

A polonesa Beata Romanowicz é a minha ajudante providencial das faxinas quinzenais, mas nem sempre está a postos. Nos finais de semana, ela costuma desaparecer como um Aécio em dia de manifestação pró-impeachment. É quando Beata e o marido, o pedreiro Jacek, saem para passear e pescar no arquipélago sueco a bordo do barco do casal, um confortável Bayliner americano de dez metros de comprimento. Continuar lendo

Gente é para brilhar e não morrer de fome

Por: Rui Daher – Carta Capital – 15/05/2015 às 10h39

Como disse Caetano Veloso, em 1977, o bem-estar social deve ser política de estado, independente do partido no governo. Mas no Brasil as soluções vêm de cima e nos esquecemos dos de baixo

Economistas discutem modelos econômicos, ajustes e sacrifícios de forma total e se esquecem das mazelas do povo

Economistas discutem modelos econômicos, ajustes e sacrifícios de forma total e se esquecem das mazelas do povo

Nas discussões sobre economia é cada vez mais ausente o tema do bem-estar social. Se gente fosse elemento químico e constasse da tabela periódica poderia ter o símbolo G, assim como cobre tem Cu. Quem confundisse e optasse pelo contrário sairia das normas da simbologia, mas não da Economia.

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