Suécia revê a privatização da educação

Por: Rede Democrática – 12/12/2013 às 18:37

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Quando uma das maiores empresas privadas de educação faliu, alguns meses atrás, deixou 11 mil alunos a ver navios e fez com que o governo da Suécia repensasse a reforma neoliberal da educação, feita nos moldes da privataria com o Estado financiando a entrega dos serviços públicos aos oligopólios capitalistas e assim causando graves prejuízos para os trabalhadores e a população.

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Sobre Equilíbrio Monetário

Por: Fernando Nogueira Cidadania & Cultura – 18/06/2015

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O Equilíbrio Monetário, livro de Gunnar Myrdal publicado em sueco, em 1931, e em inglês, em 1939, foi tentativa de reconstrução crítica da noção de “taxa de juros normal”, elaborada originalmente por Knut Wicksell. Esse conceito deveria cumprir três diferentes condições para se atingir o Equilíbrio Monetário:

  1. igualar à “taxa natural (ou real)”;
  2. equalizar investimento e poupança;
  3. preservar o nível geral dos preços estável.

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Objetivo da atividade econômica e a distorção capitalista

Por: Victor MouraInstituto Myrdal

Em uma entrevista recente, a economista Maria da Conceição Tavares comentou assertivamente: “ninguém come PIB”. Seu comentário, embora simples, pode ser visto como uma pontual denúncia à distorção do objetivo central da economia.

Em uma bela construção imaginativa poderíamos dizer que a economia deveria servir a subsistência do homem, e não a necessidade de mercado. Poderíamos criar um mundo onde a produção fosse feita para atender a necessidade social humana, e não ao acúmulo de alguns. Parece utópico? Pois não deveria. Em sua definição inicial, desde Aristóteles, a economia esteve enraizada a uma básica noção de “gerir e administrar a casa”. É um fato que tivemos em diferentes sociedades e períodos históricos uma produção guiada para servir à necessidade social da subsistência do homem (como fizeram os incas, astecas, chineses, maias, romanos e no medievo). E somente em períodos mais recentes vimos a definição de economia passar por uma transformação ao ser usada para servir aos “ideais de mercado”. Com isso se construiu uma máscara para um discurso de “fins e meios” onde sacrifícios humanos são feitos em prol de uma utopia econômica que serve a si mesma. Continuar lendo

O obituário de Myrdal

Por: Marcelo MiterhofFolha de S.Paulo – 20/02/2014

“O Nobel Gunnar Myrdal é um herói da esquerda que anda esquecido; recordá-lo é um bálsamo.”

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Uma das coisas que mais gosto de ler na Folha é a seção de obituários. Eles, paradoxalmente, proporcionam alívio no meio dos conflitos que ocupam o espaço primordial de um jornal. Em geral, tratam de pessoas pouco conhecidas, mas que deixaram uma marca: o cozinheiro querido de uma família paulistana, o jovem professor de caratê que não suportou a perda da mãe, uma senhora de Mococa, que morreu no dia em que voltou da realização do sonho de conhecer Paris etc. Continuar lendo

Gente é para brilhar e não morrer de fome

Por: Rui Daher – Carta Capital – 15/05/2015 às 10h39

Como disse Caetano Veloso, em 1977, o bem-estar social deve ser política de estado, independente do partido no governo. Mas no Brasil as soluções vêm de cima e nos esquecemos dos de baixo

Economistas discutem modelos econômicos, ajustes e sacrifícios de forma total e se esquecem das mazelas do povo

Economistas discutem modelos econômicos, ajustes e sacrifícios de forma total e se esquecem das mazelas do povo

Nas discussões sobre economia é cada vez mais ausente o tema do bem-estar social. Se gente fosse elemento químico e constasse da tabela periódica poderia ter o símbolo G, assim como cobre tem Cu. Quem confundisse e optasse pelo contrário sairia das normas da simbologia, mas não da Economia.

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Impostos são o preço que se paga por uma sociedade civilizada

Por:  – Diário do Centro do Mundo – 28/01/2015

Escola na Suécia: tudo gratuito e acesso universal

Escola na Suécia: tudo gratuito e acesso universal

Por Claudia Wallin, autora de Um País sem Excelências e Mordomias.

DE ESTOCOLMO

Em sueco, a palavra ”skatt” tem dois significados, que no juízo apressado de um forasteiro podem parecer conceitos tão distantes entre si como o céu e o inferno: ”impostos” e ”tesouro”.

Mas como qualquer espantado alienígena constata ao chegar à Suécia, o termo ”impostos” tem por aqui uma conotação visceralmente positiva. Na lógica da maioria dos suecos, assim como dos demais povos da Escandinávia, os tributos são o preço justo que se paga por uma sociedade mais humana, igualitária e harmônica – e por isso menos violenta. Mesmo quando se cobra, como é o caso escandinavo, um dos impostos mais elevados do planeta.

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