Afinal o que é o Estado de Bem-Estar Social?

Por: Antonio Gasparetto Junior – InfoEscolas

ap,550x550,12x16,1,transparent,t.u2

Estado de Bem-Estar Social  é um modo de organização no qual o Estado se encarrega da promoção social e da economia.

Ao longo dos séculos, as escolas de pensamento econômico retiraram a participação do Estado da organização da economia, concedendo grande espaço e influência ao que se designou como Liberalismo. Este tipo de orientação ideológica que prevê maior liberdade para o mercado, sem a regulamentação do Estado, vigorou no século XIX, mas entrou em profunda crise no início do século XX. A Primeira Guerra Mundial, entre outras coisas, foi resultado da intensa disputa por mercados travada pelos países europeus. Encerrando um período de grande desenvolvimento. Pior ainda para a economia seria a Crise de 1929, decorrente da superprodução que o mercado foi incapaz de absorver. Até então, estava em pauta a retirada do Estado da regulamentação econômica, mas a solução da crise foi justamente a retomada do Estado. Defensores do Liberalismo acreditavam que a intervenção do Estado na economia e o investimento em políticas sociais eram, na verdade, gastos maléficos para a economia. No entanto, essas duas medidas reativaram a economia. Continuar lendo

Anúncios

A industrialização da Finlândia

Por: Paulo Gala e Felipe Augusto – 27/06/2019

Como a Finlândia, pequena, rural, periférica e de renda média-baixa, tornou-se potência industrial e gerou uma empresa de alta tecnologia como a Nokia? Incrivelmente, o fator mais determinante parece ter sido a necessidade de PAGAR reparações de Guerra à URSS! De acordo com o Tratado de Paz, a Finlândia deveria pagar reparações de Guerra à URSS na forma de bens, e não em dinheiro. O exemplo da Alemanha pós-Tratado de Versalhes, cujas indenizações ajudaram a causar a hiperinflação e a escalada autoritária subsequente, foi determinante.

Finland-a-Test-for-the-basic-income-has-no-effect-on-the-labour-market Continuar lendo

Estado mínimo em um país sem o mínimo de Estado

Por: José Antonio Lima – Carta Capital –  02/09/2015 às 01h40

A discussão que importa é a da qualidade dos serviços públicos, mas ela é amplamente ignorada

A reforma administrativa anunciada pelo governo na semana passada, com corte de dez ministérios e mil cargos de confiança, é reflexo de um dos vários debates tolos travados no Brasil. Pressionada por uma crise econômica e política, Dilma Rousseff fez um anúncio para contemplar os críticos que desejam ver o Estado menor, sem tratar da questão mais importante: a qualidade do serviço público. Falta ao anúncio do governo, assim como ao debate público que o ensejou, profundidade.

O corte de ministérios tem um lado positivo. Ele reduzirá marginalmente o reparte aos partidos aliados e pode contribuir para a superação do desgastado presidencialismo de coalizão brasileiro. Descontada essa vantagem, a reforma serve apenas para tentar acalentar quem vê o Brasil abatido por um suposto “inchaço da máquina pública” e advoga a redução do Estado a despeito de vivermos em um país no qual a ausência deste é tão grave quanto sua ineficiência.  Continuar lendo

Sem corrupção nem mordomias, os políticos suecos são eleitos para servir

Por: Luciano Trigo – G1 – 21/09/2014 às 10:00

g1-suecia2

Por estranho que possa parecer a um brasileiro, existe um país onde os políticos ganham pouco, andam de ônibus, cozinham sua própria comida, lavam e passam suas roupas e são tratados por “você”. É esta a realidade que a jornalista Claudia Wallin descreve no livro “Um País Sem Excelências e Mordomias” (Geração Editorial, 336 pgs. R$ 39,90). Radicada na Suécia depois de trabalhar 10 anos em Londres, Claudia registra conversas com deputados que desconhecem mordomias e o tratamento de “Excelência”, que não aumentam o próprio salário e – acreditem – não entraram na vida pública para enriquecer ou levar vantagem. E explica como funciona o sistema político sueco, baseado em três pilares: transparência, educação e igualdade. Por tudo isso, trata-se de uma leitura capaz de provocar vergonha e raiva no leitor e no eleitor brasileiro – dois sentimentos que podem ser um bom começo para a mudança. Continuar lendo

O que juízes escandinavos acham das mordomias que seus colegas no Brasil se autoconcedem

Por: Claudia Wallin – Diário do Centro do Mundo – 12/06/2015

Goran Lambertz, da Suprema Corte sueca: “Em minha opinião, é absolutamente inacreditável que juízes tenham o descaramento e a audácia de serem tão egocêntricos e egoístas a ponto de buscar benefícios como auxílio-alimentação e auxílio-escola para seus filhos. Nunca ouvi falar de nenhum outro país onde juízes tenham feito uso de sua posição a este nível para beneficiar a si próprios e enriquecer”

Goran Lambertz, da Suprema Corte sueca: “Em minha opinião, é absolutamente inacreditável que juízes tenham o descaramento e a audácia de serem tão egocêntricos e egoístas a ponto de buscar benefícios como auxílio-alimentação e auxílio-escola para seus filhos. Nunca ouvi falar de nenhum outro país onde juízes tenham feito uso de sua posição a este nível para beneficiar a si próprios e enriquecer”

Continuar lendo

Conheça o país onde políticos não têm motorista e moram em quitinetes

Por: Diego Junqueira – R7 – 19/3/2015 às 00h15

Primeiro-ministro da Suécia apareceu em 2008 no jornal Aftonbladet com dicas de limpeza

Primeiro-ministro da Suécia apareceu em 2008 no jornal Aftonbladet com dicas de limpeza

Claudia Wallin conta surpresas da Suécia no livro Um país sem excelências e mordomias

Os protestos contra o PT e presidente Dilma Rousseff, no domingo (15), e as manifestações pela reforma política e a favor da Petrobras, na sexta-feira (13), revelam o crescente descontentamento dos brasileiros com sua classe política. A crise obrigou o governo federal a publicar nesta quarta-feira (18) um pacote anticorrupção, em meio à determinação da imagem da presidente. Mas será que existe um modelo de classe política para inspirar o País nesse momento tão conturbado?

Continuar lendo

Impostos são o preço que se paga por uma sociedade civilizada

Por:  – Diário do Centro do Mundo – 28/01/2015

Escola na Suécia: tudo gratuito e acesso universal

Escola na Suécia: tudo gratuito e acesso universal

Por Claudia Wallin, autora de Um País sem Excelências e Mordomias.

DE ESTOCOLMO

Em sueco, a palavra ”skatt” tem dois significados, que no juízo apressado de um forasteiro podem parecer conceitos tão distantes entre si como o céu e o inferno: ”impostos” e ”tesouro”.

Mas como qualquer espantado alienígena constata ao chegar à Suécia, o termo ”impostos” tem por aqui uma conotação visceralmente positiva. Na lógica da maioria dos suecos, assim como dos demais povos da Escandinávia, os tributos são o preço justo que se paga por uma sociedade mais humana, igualitária e harmônica – e por isso menos violenta. Mesmo quando se cobra, como é o caso escandinavo, um dos impostos mais elevados do planeta.

Continuar lendo

Como a mídia é regulada na Suécia

Por:  – Diário do Centro do Mundo – 04/01/2015

O artigo abaixo é de Claudia Wallin, jornalista brasileira radicada na Suécia e autora do livro Um país sem excelências e mordomias.

image51

DE ESTOCOLMO

O Ombudsman sueco da Imprensa levanta uma sobrancelha, como se acabasse de ouvir um impropério ou um desvairado insulto pessoal. A pergunta é se o sistema de regulação da mídia na Suécia pode ser interpretado como algum tipo de censura ou cerceamento da liberdade de imprensa. ”Absolutamente não”, diz um quase raivoso Ola Sigvardsson. ”Trata-se,aqui, de proteger a ética”.

Continuar lendo

Como funciona a mente de um político na Suécia

Por:  – Diário do Centro do Mundo – 28/12/2014

Por Claudia Wallin, autora do livro Um País sem Excelências nem Mordomias.

Debate na tevê sueca

Debate na tevê sueca

DE ESTOCOLMO

Manda o espírito cristão exercer a compaixão neste período santo, em que tantos lamentos se ouviram no Congresso pela graça bendita, e sempre piedosamente atendida, de alcançar mais um reajuste salarial para os bem-aventurados juízes e representantes do povo brasileiro.

Continuar lendo

Um país em que os congressistas não têm poder de decisão sobre seus salários

Por:  – Diário do Centro do Mundo – 18/12/2014

O Riksdag, o Parlamento sueco

O Riksdag, o Parlamento sueco

DE ESTOCOLMO

Quem mais tem o privilégio fabuloso de aumentar o próprio salário, a não ser o dono do negócio? Diz a Constituição brasileira que soberano é o povo, mas os venerandos parlamentares do nosso Congresso, que é o segundo Congresso mais caro do mundo, acabam de aprovar seu auto-aumento salarial para a próxima legislatura.

Continuar lendo