Teoria da Causação Circular de Myrdal

Por: Nilton Marques Oliveira e Udo Strassburg

Myrdal (1968) usa esse conceito para falar de um ciclo virtuoso ou vicioso, que
tanto pode ocorrer de forma ascendente quanto descendente, ou seja, uma sequência de fatos que desencadeia outros fatos de forma cumulativa e propulsora. Ele utiliza esse
conceito tanto no campo econômico, quanto no campo social.

No primeiro campo, com relação às expectativas de preços para cima e para
baixo, um polo de desenvolvimento econômico pode se expandir cumulativamente em
detrimento de outros.

O segundo campo trata da questão dos negros nos Estados Unidos, associando
variáveis econômicas e não-econômicas, num contexto vicioso em que o negro, se
tiver baixo nível de desempenho, terá baixos salários, muitos não terão emprego, níveis
de educação e saúde precários, acentuando a discriminação e a pobreza (MYRDAL,
1944). Continuar lendo

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O Pensamento de Gunnar Myrdal Sobre o Bem-Estar Social

Por: Nilton Marques Oliveira e Udo Strassburg

Gunnar Myrdal nasceu na Suécia, com formação em Direito e doutorado em
Economia em 1927, pela Universidade de Estocolmo, onde assumiu a cadeira de
economia política da mesma Universidade em 1933. No início de sua carreira, Myrdal
dedicou-se a questões teóricas no campo da economia e somente mais tarde se envolveu
diretamente com problemas sociais, principalmente relacionados aos países
subdesenvolvidos.

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Alva e Gunnar Myrdal

Por: Socialdemokratiske Tænkere – Tradução: Vitor Luís Nunes de Almeida12-Myrdal-signeret

Alva e Gunnar Myrdal podem razoavelmente ser considerados os mais proeminentes chamados “engenheiros sociais” da Suécia entre guerras. Foram suas ideias que formaram a base de grande parte da política social e econômica que caracterizaram a Suécia de 1932 e das décadas seguintes. É óbvio considerá-los juntos, como um casal ideológico além de casados.

A base política de ambos era criar uma sociedade sem infortúnios desnecessários, onde a razão racional governasse e como o capitalismo frequentemente enfrentava a irracionalidade, a ganância e o interesse próprio, o planejamento e a socialização tornaram-se elementos importantes em seu pensamento político. Continuar lendo

Na Suécia, saúde significa bem-estar social

Por: Lúcio Antônio Prado Dias – Infonet – 07/08/2010 às 08:21

Todo sueco tem o direito de ser tratado de acordo com a ciência atual e a experiência comprovada.

Partindo dos trabalhos do economista e sociólogo Gunnar Myrdal, um sueco que em 1974 ganhou o Prêmio Nobel de Ciência Econômica e que, na década de 30 promoveu a estruturação do modelo de saúde naquele país europeu, adotado inclusive por outros países nórdicos, o homem foi colocado no centro das atenções gerais, onde todo indivíduo tem direito, de forma igualitária, do rei ao capelão, a um conjunto de bens e serviços cujo fornecimento é garantido, direta ou indiretamente, pelo estado, como uma educação plena em todos os níveis, a garantia de uma renda mínima (não simplesmente a um salário mínimo), aposentadoria integral, auxilio desemprego, recursos adicionais para a criação de filhos e assistência médica e odontológica, onde o lema é ‘Todo sueco tem o direito de ser tratado de acordo com a ciência atual e a experiência comprovada”. Arrepiante, não? Continuar lendo

Sobre Equilíbrio Monetário

Por: Fernando Nogueira Cidadania & Cultura – 18/06/2015

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O Equilíbrio Monetário, livro de Gunnar Myrdal publicado em sueco, em 1931, e em inglês, em 1939, foi tentativa de reconstrução crítica da noção de “taxa de juros normal”, elaborada originalmente por Knut Wicksell. Esse conceito deveria cumprir três diferentes condições para se atingir o Equilíbrio Monetário:

  1. igualar à “taxa natural (ou real)”;
  2. equalizar investimento e poupança;
  3. preservar o nível geral dos preços estável.

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O obituário de Myrdal

Por: Marcelo MiterhofFolha de S.Paulo – 20/02/2014

“O Nobel Gunnar Myrdal é um herói da esquerda que anda esquecido; recordá-lo é um bálsamo.”

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Uma das coisas que mais gosto de ler na Folha é a seção de obituários. Eles, paradoxalmente, proporcionam alívio no meio dos conflitos que ocupam o espaço primordial de um jornal. Em geral, tratam de pessoas pouco conhecidas, mas que deixaram uma marca: o cozinheiro querido de uma família paulistana, o jovem professor de caratê que não suportou a perda da mãe, uma senhora de Mococa, que morreu no dia em que voltou da realização do sonho de conhecer Paris etc. Continuar lendo