Sem corrupção nem mordomias, os políticos suecos são eleitos para servir

Por: Luciano Trigo – G1 – 21/09/2014 às 10:00

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Por estranho que possa parecer a um brasileiro, existe um país onde os políticos ganham pouco, andam de ônibus, cozinham sua própria comida, lavam e passam suas roupas e são tratados por “você”. É esta a realidade que a jornalista Claudia Wallin descreve no livro “Um País Sem Excelências e Mordomias” (Geração Editorial, 336 pgs. R$ 39,90). Radicada na Suécia depois de trabalhar 10 anos em Londres, Claudia registra conversas com deputados que desconhecem mordomias e o tratamento de “Excelência”, que não aumentam o próprio salário e – acreditem – não entraram na vida pública para enriquecer ou levar vantagem. E explica como funciona o sistema político sueco, baseado em três pilares: transparência, educação e igualdade. Por tudo isso, trata-se de uma leitura capaz de provocar vergonha e raiva no leitor e no eleitor brasileiro – dois sentimentos que podem ser um bom começo para a mudança. Continuar lendo

O que juízes escandinavos acham das mordomias que seus colegas no Brasil se autoconcedem

Por: Claudia Wallin – Diário do Centro do Mundo – 12/06/2015

Goran Lambertz, da Suprema Corte sueca: “Em minha opinião, é absolutamente inacreditável que juízes tenham o descaramento e a audácia de serem tão egocêntricos e egoístas a ponto de buscar benefícios como auxílio-alimentação e auxílio-escola para seus filhos. Nunca ouvi falar de nenhum outro país onde juízes tenham feito uso de sua posição a este nível para beneficiar a si próprios e enriquecer”

Goran Lambertz, da Suprema Corte sueca: “Em minha opinião, é absolutamente inacreditável que juízes tenham o descaramento e a audácia de serem tão egocêntricos e egoístas a ponto de buscar benefícios como auxílio-alimentação e auxílio-escola para seus filhos. Nunca ouvi falar de nenhum outro país onde juízes tenham feito uso de sua posição a este nível para beneficiar a si próprios e enriquecer”

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O obituário de Myrdal

Por: Marcelo MiterhofFolha de S.Paulo – 20/02/2014

“O Nobel Gunnar Myrdal é um herói da esquerda que anda esquecido; recordá-lo é um bálsamo.”

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Uma das coisas que mais gosto de ler na Folha é a seção de obituários. Eles, paradoxalmente, proporcionam alívio no meio dos conflitos que ocupam o espaço primordial de um jornal. Em geral, tratam de pessoas pouco conhecidas, mas que deixaram uma marca: o cozinheiro querido de uma família paulistana, o jovem professor de caratê que não suportou a perda da mãe, uma senhora de Mococa, que morreu no dia em que voltou da realização do sonho de conhecer Paris etc. Continuar lendo

Gente é para brilhar e não morrer de fome

Por: Rui Daher – Carta Capital – 15/05/2015 às 10h39

Como disse Caetano Veloso, em 1977, o bem-estar social deve ser política de estado, independente do partido no governo. Mas no Brasil as soluções vêm de cima e nos esquecemos dos de baixo

Economistas discutem modelos econômicos, ajustes e sacrifícios de forma total e se esquecem das mazelas do povo

Economistas discutem modelos econômicos, ajustes e sacrifícios de forma total e se esquecem das mazelas do povo

Nas discussões sobre economia é cada vez mais ausente o tema do bem-estar social. Se gente fosse elemento químico e constasse da tabela periódica poderia ter o símbolo G, assim como cobre tem Cu. Quem confundisse e optasse pelo contrário sairia das normas da simbologia, mas não da Economia.

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Conheça o país onde políticos não têm motorista e moram em quitinetes

Por: Diego Junqueira – R7 – 19/3/2015 às 00h15

Primeiro-ministro da Suécia apareceu em 2008 no jornal Aftonbladet com dicas de limpeza

Primeiro-ministro da Suécia apareceu em 2008 no jornal Aftonbladet com dicas de limpeza

Claudia Wallin conta surpresas da Suécia no livro Um país sem excelências e mordomias

Os protestos contra o PT e presidente Dilma Rousseff, no domingo (15), e as manifestações pela reforma política e a favor da Petrobras, na sexta-feira (13), revelam o crescente descontentamento dos brasileiros com sua classe política. A crise obrigou o governo federal a publicar nesta quarta-feira (18) um pacote anticorrupção, em meio à determinação da imagem da presidente. Mas será que existe um modelo de classe política para inspirar o País nesse momento tão conturbado?

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O que faz da Noruega o país mais democrático do mundo?

Por:  – 31/01/2015

O país investiu os recursos derivados do petróleo em outras áreas produtivas que ajudaram a manter a estabilidade econômica

O país investiu os recursos derivados do petróleo em outras áreas produtivas que ajudaram a manter a estabilidade econômica

Publicado na BBC

Ao falar de vikings, petróleo e fiordes, a Noruega imediatamente vem à mente. Mas à lista de conceitos típicos associados ao país nórdico será preciso adicionar mais um: a democracia.

Pelo quinto ano consecutivo, a Noruega foi considerada o país mais democrático do mundo, segundo o Índice de Democracia 2014 publicado pela The Economist Intelligence Unit (EIU) no dia 20 de janeiro.

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Impostos são o preço que se paga por uma sociedade civilizada

Por:  – Diário do Centro do Mundo – 28/01/2015

Escola na Suécia: tudo gratuito e acesso universal

Escola na Suécia: tudo gratuito e acesso universal

Por Claudia Wallin, autora de Um País sem Excelências e Mordomias.

DE ESTOCOLMO

Em sueco, a palavra ”skatt” tem dois significados, que no juízo apressado de um forasteiro podem parecer conceitos tão distantes entre si como o céu e o inferno: ”impostos” e ”tesouro”.

Mas como qualquer espantado alienígena constata ao chegar à Suécia, o termo ”impostos” tem por aqui uma conotação visceralmente positiva. Na lógica da maioria dos suecos, assim como dos demais povos da Escandinávia, os tributos são o preço justo que se paga por uma sociedade mais humana, igualitária e harmônica – e por isso menos violenta. Mesmo quando se cobra, como é o caso escandinavo, um dos impostos mais elevados do planeta.

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Como a mídia é regulada na Suécia

Por:  – Diário do Centro do Mundo – 04/01/2015

O artigo abaixo é de Claudia Wallin, jornalista brasileira radicada na Suécia e autora do livro Um país sem excelências e mordomias.

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DE ESTOCOLMO

O Ombudsman sueco da Imprensa levanta uma sobrancelha, como se acabasse de ouvir um impropério ou um desvairado insulto pessoal. A pergunta é se o sistema de regulação da mídia na Suécia pode ser interpretado como algum tipo de censura ou cerceamento da liberdade de imprensa. ”Absolutamente não”, diz um quase raivoso Ola Sigvardsson. ”Trata-se,aqui, de proteger a ética”.

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Como funciona a mente de um político na Suécia

Por:  – Diário do Centro do Mundo – 28/12/2014

Por Claudia Wallin, autora do livro Um País sem Excelências nem Mordomias.

Debate na tevê sueca

Debate na tevê sueca

DE ESTOCOLMO

Manda o espírito cristão exercer a compaixão neste período santo, em que tantos lamentos se ouviram no Congresso pela graça bendita, e sempre piedosamente atendida, de alcançar mais um reajuste salarial para os bem-aventurados juízes e representantes do povo brasileiro.

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Um país em que os congressistas não têm poder de decisão sobre seus salários

Por:  – Diário do Centro do Mundo – 18/12/2014

O Riksdag, o Parlamento sueco

O Riksdag, o Parlamento sueco

DE ESTOCOLMO

Quem mais tem o privilégio fabuloso de aumentar o próprio salário, a não ser o dono do negócio? Diz a Constituição brasileira que soberano é o povo, mas os venerandos parlamentares do nosso Congresso, que é o segundo Congresso mais caro do mundo, acabam de aprovar seu auto-aumento salarial para a próxima legislatura.

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