Na Suécia, saúde significa bem-estar social

Por: Lúcio Antônio Prado Dias – Infonet – 07/08/2010 às 08:21

Todo sueco tem o direito de ser tratado de acordo com a ciência atual e a experiência comprovada.

Partindo dos trabalhos do economista e sociólogo Gunnar Myrdal, um sueco que em 1974 ganhou o Prêmio Nobel de Ciência Econômica e que, na década de 30 promoveu a estruturação do modelo de saúde naquele país europeu, adotado inclusive por outros países nórdicos, o homem foi colocado no centro das atenções gerais, onde todo indivíduo tem direito, de forma igualitária, do rei ao capelão, a um conjunto de bens e serviços cujo fornecimento é garantido, direta ou indiretamente, pelo estado, como uma educação plena em todos os níveis, a garantia de uma renda mínima (não simplesmente a um salário mínimo), aposentadoria integral, auxilio desemprego, recursos adicionais para a criação de filhos e assistência médica e odontológica, onde o lema é ‘Todo sueco tem o direito de ser tratado de acordo com a ciência atual e a experiência comprovada”. Arrepiante, não? Continuar lendo

Sobre Equilíbrio Monetário

Por: Fernando Nogueira Cidadania & Cultura – 18/06/2015

AD1

O Equilíbrio Monetário, livro de Gunnar Myrdal publicado em sueco, em 1931, e em inglês, em 1939, foi tentativa de reconstrução crítica da noção de “taxa de juros normal”, elaborada originalmente por Knut Wicksell. Esse conceito deveria cumprir três diferentes condições para se atingir o Equilíbrio Monetário:

  1. igualar à “taxa natural (ou real)”;
  2. equalizar investimento e poupança;
  3. preservar o nível geral dos preços estável.

Continuar lendo

O obituário de Myrdal

Por: Marcelo MiterhofFolha de S.Paulo – 20/02/2014

“O Nobel Gunnar Myrdal é um herói da esquerda que anda esquecido; recordá-lo é um bálsamo.”

myrdal_22

Uma das coisas que mais gosto de ler na Folha é a seção de obituários. Eles, paradoxalmente, proporcionam alívio no meio dos conflitos que ocupam o espaço primordial de um jornal. Em geral, tratam de pessoas pouco conhecidas, mas que deixaram uma marca: o cozinheiro querido de uma família paulistana, o jovem professor de caratê que não suportou a perda da mãe, uma senhora de Mococa, que morreu no dia em que voltou da realização do sonho de conhecer Paris etc. Continuar lendo