CEOs de empresas de tecnologia chegam a ganhar mais de 100 vezes a média salarial de seus funcionários

Por: Vitor LuísInstituto Myrdal

nova norma aprovada pelo regulador de mercados financeiros dos Estados Unidos (SEC), em que as empresas seriam obrigadas a divulgar a proporção dos salários de seus CEOs em relação ao dos funcionários, trouxe a tona um estudo do centro Economic Policy Institute que comprova como há 50 anos atrás a disparidade salarial chegava a ser 300 vezes menor do que é hoje.

Também na onda da nova medida, o site estadunidense Glassdoor, fez um ranking comparando a proporção salarial entre CEOs e empregados em empresas de tecnologia , de acordo com o relato dos funcionários dessas empresas. A proporção é baseada em quantos dólares o CEO da empresa ganha para um dólar da média salarial de um funcionário em um ano. Continuar lendo

Sem corrupção nem mordomias, os políticos suecos são eleitos para servir

Por: Luciano Trigo – G1 – 21/09/2014 às 10:00

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Por estranho que possa parecer a um brasileiro, existe um país onde os políticos ganham pouco, andam de ônibus, cozinham sua própria comida, lavam e passam suas roupas e são tratados por “você”. É esta a realidade que a jornalista Claudia Wallin descreve no livro “Um País Sem Excelências e Mordomias” (Geração Editorial, 336 pgs. R$ 39,90). Radicada na Suécia depois de trabalhar 10 anos em Londres, Claudia registra conversas com deputados que desconhecem mordomias e o tratamento de “Excelência”, que não aumentam o próprio salário e – acreditem – não entraram na vida pública para enriquecer ou levar vantagem. E explica como funciona o sistema político sueco, baseado em três pilares: transparência, educação e igualdade. Por tudo isso, trata-se de uma leitura capaz de provocar vergonha e raiva no leitor e no eleitor brasileiro – dois sentimentos que podem ser um bom começo para a mudança. Continuar lendo

Como vive uma faxineira na Suécia

Por: Claudia Wallin – Diário do Centro do Mundo – 03/06/2015

A faxineira Beata e seu BMW 325 conversível

A faxineira Beata e seu BMW 325 conversível

Por Claudia Wallin, de Estocolmo. Claudia é autora de Um país sem excelências e mordomias, no qual retrata a vida pública na Suécia.

A polonesa Beata Romanowicz é a minha ajudante providencial das faxinas quinzenais, mas nem sempre está a postos. Nos finais de semana, ela costuma desaparecer como um Aécio em dia de manifestação pró-impeachment. É quando Beata e o marido, o pedreiro Jacek, saem para passear e pescar no arquipélago sueco a bordo do barco do casal, um confortável Bayliner americano de dez metros de comprimento. Continuar lendo

Conheça o país onde políticos não têm motorista e moram em quitinetes

Por: Diego Junqueira – R7 – 19/3/2015 às 00h15

Primeiro-ministro da Suécia apareceu em 2008 no jornal Aftonbladet com dicas de limpeza

Primeiro-ministro da Suécia apareceu em 2008 no jornal Aftonbladet com dicas de limpeza

Claudia Wallin conta surpresas da Suécia no livro Um país sem excelências e mordomias

Os protestos contra o PT e presidente Dilma Rousseff, no domingo (15), e as manifestações pela reforma política e a favor da Petrobras, na sexta-feira (13), revelam o crescente descontentamento dos brasileiros com sua classe política. A crise obrigou o governo federal a publicar nesta quarta-feira (18) um pacote anticorrupção, em meio à determinação da imagem da presidente. Mas será que existe um modelo de classe política para inspirar o País nesse momento tão conturbado?

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Como vive um lixeiro na Suécia

Por:  – Diário do Centro do Mundo – 08/03/2015

DE ESTOCOLMO

Cláudia Wallin é autora do livro Um país sem excelência e Mordomias. Ela pode ser encontrada também no blog http://www.claudiawallin.com.br/

O lixeiro sueco Mats Björnborg finalmente retorna meu telefonema, depois de duas semanas de espera. “Estava de férias”, desculpa-se ele. Agradeço a ligação, e pergunto onde foi o merecido descanso. “Fui esquiar em St. Anton, nos Alpes austríacos”, responde Mats, sem a mais pálida idéia da convulsão catatônica que sua declaração poderia desatar nos seletos círculos de brasileiros já arrepiados diante da possibilidade de esbarrar com o porteiro em Nova York.

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Um país em que os congressistas não têm poder de decisão sobre seus salários

Por:  – Diário do Centro do Mundo – 18/12/2014

O Riksdag, o Parlamento sueco

O Riksdag, o Parlamento sueco

DE ESTOCOLMO

Quem mais tem o privilégio fabuloso de aumentar o próprio salário, a não ser o dono do negócio? Diz a Constituição brasileira que soberano é o povo, mas os venerandos parlamentares do nosso Congresso, que é o segundo Congresso mais caro do mundo, acabam de aprovar seu auto-aumento salarial para a próxima legislatura.

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