Jornada de trabalho de 6 horas diárias triunfa na Suécia

Por: Esquerda.com – 29/092015 às 13:10h

“As pessoas estão mais à vontade, quase não temos baixas e é mais fácil contratar novas pessoas”, reconhece ao diretor-gerente da Toyota de Gotemburgo, que aplica a jornada há três anos. No período, empresa aumentou os lucros em 25%

Foto de Paulete Matos.

Foto de Paulete Matos.

Mais produtividade e menos stress. Este foi o resultado de passar a jornada de trabalhado de oito para seis horas diárias sem redução salarial para os trabalhadores de um lar de idosos em Gotemburgo.

A experiência durou oito meses e nas palavras dos seus protagonistas foi um êxito: “cansava-me muito e quando chegava a casa não pensava em outras coisa senão em deitar-me no sofá, admite uma das empregadas do lar ao diário britânico The Guardian. “Mas agora encontro-me muito mais desperta, tenho muito mais energia para o trabalho e para a vida familiar”. Continuar lendo

Finlândia faz maior greve geral das últimas duas décadas

Por: Esquerda.Net – 19/09/2015 às 12:18h

Paralisação foi convocada pelas três grandes centrais sindicais do país, que representam 80% da população ativa, contra um pacote de medidas de austeridade decretadas pelo governo após o fracasso das negociações com os sindicatos.

Manifestação paralisou Helsínquia

Manifestação paralisou Helsínquia

Dezenas de milhares de finlandeses manifestaram-se nesta sexta-feira no centro de Helsínquia, paralisando a capital finlandesa, contra um pacote de medidas de austeridade anunciado pelo governo de centro-direita. Continuar lendo

A Teoria de Valor e o afastamento entre produção e consumo

Por: Victor Moura – Instituto Myrdal

Um pai pergunta a seu filho “você sabe de onde vem o leite?”. Prontamente o garoto
responde “da geladeira”. Essa anedota nos diverte por refletir o ingênuo desconhecimento de uma criança sobre os processos de produção do leite. Estranhamente essa realidade não se aplica somente à crianças. Você provavelmente se lembra da última vez que esteve em um estabelecimento e comprou uma commoditie.  Ao sair da loja, provavelmente teve uma série de outras preocupações, exceto algo tão básico como: “de onde vem isso?”. Mas você sabe de onde veio o leite. Da vaca! Mas, a esta altura você já deve ter notado que está alienado de diversas etapas da cadeia de produção desse leite. Ele de fato sai da vaca, por ordenhadeiras mecanicas, depois vai a caminhões de transporte, para ser levado à usina onde se faz a pasteurização, e, novamente, ao transporte que o leva até a prateleira de supermercado. Não se dar conta de todo esse processo não é culpa sua. A questão é que a esfera do consumo (onde você compra o leite) conta com a sua alienação em relação as outras esferas do capitalismo. Isso porque essa alienação garante que lhe passe desapercebido o Valor do trabalho embutido no produto. Pois se há uma coisa em comum durante todo esse processo, essa coisa é o trabalho humano em cada etapa de produção. A cadeia de produção é longa, interdependente e coletiva. Perceber isso é entender o que é o valor-trabalho. Continuar lendo

CEOs de empresas de tecnologia chegam a ganhar mais de 100 vezes a média salarial de seus funcionários

Por: Vitor LuísInstituto Myrdal

nova norma aprovada pelo regulador de mercados financeiros dos Estados Unidos (SEC), em que as empresas seriam obrigadas a divulgar a proporção dos salários de seus CEOs em relação ao dos funcionários, trouxe a tona um estudo do centro Economic Policy Institute que comprova como há 50 anos atrás a disparidade salarial chegava a ser 300 vezes menor do que é hoje.

Também na onda da nova medida, o site estadunidense Glassdoor, fez um ranking comparando a proporção salarial entre CEOs e empregados em empresas de tecnologia , de acordo com o relato dos funcionários dessas empresas. A proporção é baseada em quantos dólares o CEO da empresa ganha para um dólar da média salarial de um funcionário em um ano. Continuar lendo

Finlândia pretende pagar um salário mínimo a todos os seus habitantes

Por: Redação – Pragmatismo Político – 26/08/2015 às 10:17

O que você diria se o presidente de seu país anunciasse que a partir de hoje cada cidadão – trabalhando ou não – receberá um salário mínimo? Entenda por que essa medida pode se tornar, em breve, uma realidade na Finlândia.

Finlândia: Com o desemprego em 10%, alguns analistas avaliam que jovens poderão perder a motivação a procurar emprego. O primeiro ministro, Juha Sipila, diz que a medida simplificará o sistema de seguridade social do país

Finlândia: Com o desemprego em 10%, alguns analistas avaliam que jovens poderão perder a motivação a procurar emprego. O primeiro ministro, Juha Sipila, diz que a medida simplificará o sistema de seguridade social do país.

O que você diria se o presidente de seu país anunciasse que a partir de hoje cada cidadão – trabalhando ou não – receberá uma renda básica?

Isso parece um sonho, mas pode se tornar realidade em breve na Finlândia, onde o governo avalia implementar em curto prazo um projeto piloto que estabeleceria o pagamento de um salário básico a seus habitantes, independentemente da situação de trabalho. Continuar lendo

Como vive uma faxineira na Suécia

Por: Claudia Wallin – Diário do Centro do Mundo – 03/06/2015

A faxineira Beata e seu BMW 325 conversível

A faxineira Beata e seu BMW 325 conversível

Por Claudia Wallin, de Estocolmo. Claudia é autora de Um país sem excelências e mordomias, no qual retrata a vida pública na Suécia.

A polonesa Beata Romanowicz é a minha ajudante providencial das faxinas quinzenais, mas nem sempre está a postos. Nos finais de semana, ela costuma desaparecer como um Aécio em dia de manifestação pró-impeachment. É quando Beata e o marido, o pedreiro Jacek, saem para passear e pescar no arquipélago sueco a bordo do barco do casal, um confortável Bayliner americano de dez metros de comprimento. Continuar lendo

Como vive um lixeiro na Suécia

Por:  – Diário do Centro do Mundo – 08/03/2015

DE ESTOCOLMO

Cláudia Wallin é autora do livro Um país sem excelência e Mordomias. Ela pode ser encontrada também no blog http://www.claudiawallin.com.br/

O lixeiro sueco Mats Björnborg finalmente retorna meu telefonema, depois de duas semanas de espera. “Estava de férias”, desculpa-se ele. Agradeço a ligação, e pergunto onde foi o merecido descanso. “Fui esquiar em St. Anton, nos Alpes austríacos”, responde Mats, sem a mais pálida idéia da convulsão catatônica que sua declaração poderia desatar nos seletos círculos de brasileiros já arrepiados diante da possibilidade de esbarrar com o porteiro em Nova York.

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